As eleições municipais de 2016 devem marcar um novo quadro nas forças políticas no Ceará, com potencial impacto nas articulações de 2018. Tradicionais líderes partidários perderam forças e foram derrotados em municípios como Barbalha, Crato, Tauá e Massapê. O PDT é o partido que sai mais fortalecido do pleito, com 51 prefeituras e ainda a capital, com a eleição de Roberto Cláudio no segundo turno contra o candidato do PR, Capitão Wagner. O PT foi o que mais perdeu força, com vitória quase 50% menor do que em 2012, antes do escândalo da Operação Lava Jato.
Ora o inchaço, ora o encolhimento das siglas levou tradicionais lideranças a experimentarem o sabor doce e amargo das urnas. Em Barbalha, terra do governador Camilo Santana (PT), Fernando Santana (PT) foi derrotado na disputa com Argemiro Sampaio (PSDB). Apesar do apoio do total do governador e, até mesmo, do ex-presidente Lula que fez comício na cidade. O PSD, terceiro partido que mais elegeu prefeitos, sofreu derrota na Prefeitura de Tauá, terra do ex- vice governador e ex-presidente da Assembleia, Domingos Filho, e do filho dele, o presidente do PSD, Domingos Neto. A mãe do deputado federal, Patrícia Aguiar, presidente do PMB e atual prefeita, foi derrotada por Carlos Windson, do PR. Em Massapê, o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Zezinho Albuquerque (PDT) não conseguiu eleger o filho Antônio José (PP), derrotado por Jacques Albuquerque (PMDB), recebendo apoio do senador Tasso Jereissati e do ex senador Luiz Pontes atual presidente do PSDB.
Todas essas mudanças vão influenciar diretamente nos que postulam a vaga de governador bem como a de senador, chegando inclusive a interferir na possível candidatura de Ciro Gomes a presidência em 2018, hoje o nome mais comentado dentro dos quadros do seu partido e entre os seus apoiadores.
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