Com perspectiva de disputa de chapas no plenário, pleito para eleição do presidente da Assembleia deste ano pode quebrar tradição de eleição “por consenso” que já dura mais de 30 anos. Coincidentemente, a última disputa direta entre chapas ocorreu em 1985 e envolveu o avô de Sérgio Aguiar, Murilo Aguiar.
Na disputa ocorrida no passado, Aguiar acabou perdendo para Antônio Castelo (PMDB) por apenas dois votos. Após tumultuada sessão, o avô de Sérgio Aguiar passou mal no plenário e teve um enfarte, vindo a falecer no dia seguinte. Atualmente, o ex-deputado estadual batiza o auditório principal da Assembleia Legislativa do Ceará. O atual presidente já comanda a casa por dois mandatos objetivando um terceiro, o que seria no caso também um fato histórico. Disputado entre dois membros da base aliada, o pleito sinaliza que será difícil acalmar os ânimos – vença quem vencer – dos dois deputados após a votação. Atualmente, o governo ainda tenta costurar uma saída “pacífica” para a questão, articulando acordo prévio que garanta reeleição de Zezinho e evite um choque entre chapas no plenário. Sergio Aguiar, por sua vez, ganhou novo peso na disputa após receber 11 votos de bloco do PSD e PMB, liderado pelo deputado federal Domingos Neto (PSD) na Casa. De olho na chance de impor vitória ao governo, os seis deputados do PMDB resolveram aderir à candidatura. “A bancada se reuniu e definiu pelo nome do Sérgio, sem divisões”, diz Danniel Oliveira (PMDB). Com isso, o deputado deverá receber também apoio dos demais partidos do bloco de oposição, PR e PSDB. Na tarde de ontem, os dois deputados do PR já confirmava voto em Sérgio Aguiar. Já Carlos Matos, único tucano na Casa, ainda não confirma voto, mas confirma “sentimento” de que a oposição vote unida na disputa.
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