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Camilo Santana pede “cautela” sobre delações da JBS

O governador Camilo Santana pediu “cautela” ao ser questionado sobre a delação premiada dos donos da JBS. Sem citar nomes ou mesmo fazer referência a casos específicos, Santana disse: “estamos vivendo momento que precisamos ter maturidade e tranquilidade, para que a gente não transforme este momento, que já está tão difícil para economia, em um momento de caos e quem sai perdendo muito com isso é o trabalhador e a trabalhadora brasileira”. A declaração foi dada pelo governador Camilo Santana, na terça-feira (23), durante bate-papo semanal nas redes sociais.
O governador disse, ainda, que qualquer condenação pelos supostos crimes praticados caberá à Justiça. “Ninguém pode pré-julgar ou condenar ninguém por antecipação. Só quem pode fazer isso é a Justiça. Portanto, é o momento de termos serenidade em relação a isso”, frisou ele, acrescentando que a “Justiça possa penalizar quem cometeu qualquer ilícito, qualquer erro, em qualquer partido”.

Camilo finalizou o assunto afirmando que tem procurado dar andamento às ações do Governo, superando “os desafios que os cearenses tem pela frente”, como a questão da seca. Ele, porém, informou que ainda esta semana dará início a perfuração de poços horizontais e lembrou que o Castanhão acumulou apenas 6% de água.

O governador disse, ainda, que não tem “nada para esconder de ninguém” e que o portal da transparência do Ceará é primeiro lugar no ranking da transparência. “É obrigação do Governo prestar conta de cada centavo que entrar no governo e o que está saindo”, frisou.

Na semana passada, o ex-governador do Ceará, Cid Gomes (PDT), e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB), foram citados na delação premiada do empresário Wesley Batista, um dos sócios da JBS. Segundo ele, Cid teria recebido R$ 20 milhões em troca de liberação de créditos do ICMS. Batista disse ainda que a propina teria sido articulada por Cid Gomes, que tinha como destino a campanha de Camilo Santana (PT) ao governo em 2014. Ainda segundo o delator, os emissários teriam sido os hoje secretários Antônio Balhmann e Arialdo Pinho. Cid, porém, negou e afirmou que entrará com representação contra o delator.

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