O presidente estadual do PT, Francisco de Assis Diniz, afirmou que o partido não fará exigências ao governador Camilo Santana em relação à disputa municipal deste ano. A pré candidatura da ex-prefeita Luizianne Lins é assunto “pacificado” dentro da legenda. “Não iremos exigir nada dele [Camilo]. Não iremos exigir dele, o que não foi exigido para Luizianne. O assunto já foi conversado com ela [Luizianne], Rui Falcão [presidente nacional do PT] e Lula”, revelou De Assis, ao ser questionado sobre a participação de Camilo na campanha eleitoral do PT.
Na avaliação de De Assis, o governador deve mesmo retribuir o apoio do prefeito Roberto Cláudio. Pois, durante a disputa de 2014, Luizianne disse que não iria apoiar Camilo Santana, e ficou fora da campanha do PT, enquanto Roberto Cláudio foi às ruas para pedir apoio ao então candidato a governador.
Sobre a possibilidade de licença de Camilo, durante a campanha, De Assis afirmou “não vejo porque ele se licenciar”. Indagado, então, se o assunto deverá ser discutido internamente, o petista foi taxativo: “Para direção estadual, está pacificado e não há celeuma”. Perguntado se considerava a definição do PT, em referência a pré-candidatura de Luizianne, como “reversível”, De Assis disse não acreditar em “recuo”. “Já está consolidado”, frisou ele.
O nome de Luizianne, como pré-candidata à Prefeitura, foi definido no mês de maio. Camilo, na ocasião, não participou do evento. Em 2014, a ex-prefeita não fez qualquer gesto na campanha ou palanque de Camilo, que foi indicado sob bençãos dos irmão Ferreira Gomes, desafetos políticos de Luizianne. Inclusive, políticos próximos de Luizianne chegaram a apoiar o candidato opositor Eunício Oliveira (PMDB).
Fonte: O Estado
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