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Prefeitura de Fortaleza não dará reajuste a servidores

O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), informou em reunião com representantes de sindicatos que os servidores municipais não receberão reajuste neste ano. Segundo ele, a grave crise política e econômica vivida pelo País impossibilita aumentos por enquanto.

“Este é um ano atípico, que não só a gente não tem perspectiva de melhoria da economia, como há um cenário político que não sinaliza possibilidades da Prefeitura estabelecer compromisso de gastos com a garantia de que possa honrá-­los”, afirmou o prefeito, acrescentando que o assunto poderá ser discutido posteriormente dependendo das diretrizes econômicas vigentes.

Ainda conforme RC, sem o reajuste, o “compromisso é pagar os servidores em dia ao longo deste ano e antecipar, como temos feito, ano a ano, o pagamento antecipado de metade do décimo terceiro para o meio do ano”.

Na ocasião, o prefeito enfatizou também que o objetivo da gestão em assegurar os direitos dos trabalhadores municipais, evitando irresponsabilidades com as contas públicas diante da atual situação econômica do País, configurada pelo terceiro ano de profunda recessão.

Ao prestar contas com os representantes dos movimentos sindicais presentes, o gestor esclareceu, ainda, alguns pontos a fim de promover diálogo transparente e responsável. E garantiu a manutenção dos serviços públicos essenciais, como educação, saúde, pavimentação e limpeza urbana.

“Nós tínhamos um crescimento já significativo ano a ano no número de matrículas (em escolas municipais) e, este ano, o aumento saltou de 7 mil para 33 mil novos alunos, reverberando maior atenção direcionada às matrículas, além da ampliação na cobertura de saúde primária”, afirmou.
Diante da impossibilidade de reajuste anunciada por Roberto Cláudio, o Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort) anunciou, em seu site oficial, que haverá mobilização e ato de protesto no próximo dia 13 de junho, às 8 horas, em frente ao Paço Municipal. A entidade considera a medida anunciada pela Prefeitura como “inaceitável” e já avalia a possibilidade de deflagrar um greve em agosto.

Fonte: OE

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